
Sempre fui um pouco resistente aos programas de televisão que pretendem mostrar a "realidade". Pra mim a realidade deve ser apresentada sem artifícios, como tentam fazer os noticiários. Pela primeira resolvi acompanhar uma edição do Big Brother Brasil e, pra minha felicidade, me vejo surpreendida.
Não com o programa que, aparentemente, não trouxe grandes inovações. A surpresa veio com a qualidade dos participantes desta edição. Todos muito interessantes e alguns até muito bonitos. Mas o melhor mesmo é ver, dentro da mesma casa, três homossexuais assumidos, que entraram na disputa de cara limpa, sem usar a homossexualidade como um artifício, uma arma para vencer o jogo (como fez o único vencedor assumidamente gay do programa). Minha torcida pessoal vai para a jornalista Angélica, que assumiu ter entrado no jogo para mostrar que hétero e homossexuais são iguais e para lutar pela igualdade de direitos. Postura nobre a dela, mostrando a cara em rede nacional, se expondo e lutando pelo que acredita. Dicésar e Serginho fortalecem o grupo dos "Coloridos", com muita graça, bom humor e dignidade. Apesar da torcida, não sei se o povo brasileiro está preparado para dar a vitória a uma mulher inteligente, bonita e lésbica. Não importa, o recado dela está dado e vou continuar torcendo.