Nem mesmo toda a mobilização dos sindicatos, da Federação Nacional dos Jornalistas, OAB e da sociedade em geral foi suficiente para manter a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Sou formada em jornalismo pela PUC Minas e, durante toda a minha carreira, pude perceber a disparidade entre um profissional graduado e alguém meramente alfabetizado. Agora esses ignorantes poderão ser chamados de jornalistas.
E quanto a mim???? E quanto ao investimento que fiz para estudar e garantir uma formação sólida, um conhecimento técnico de primeira e uma conduta profissional baseada na ética? Quem irá me ressarcir agora? O Supremo? Os políticos? Quem? Respondo: ninguém!
Outras profissões também correm o risco de perderem sua regulamentação. Segundo os togados do Supremo o exercicio do jornalismo não requer conhecimento técnico específico, assim como cozinheiros e costureiras. Como se cozinheiros e costureiras nascessem sabendo o que fazer. Pelo que pude perceber, para ser ministro do Supremo não é necessária nenhuma formação específica. Com raras excessões, todos aqueles que se enfeitam e condenam a profissão alheia não precisam saber mais do que contar e escrever o nome. Ah, e atender aos anseios de grandes coorporações e grupos empresariais.
A informação, os jornalistas e o povo que se f****